Depois de passar muito tempo na internet, você se depara com esse tipo de código de enriquecimento rápido de 'liberdade financeira em 10 minutos', e realmente dá um enjoo fisiológico. No mercado primário atual, as empresas estão quase desesperadas para gravar as letras AI em suas testas, mas quando você abre aquele envoltório luxuoso de PPT, além da interface empacotada do ChatGPT, o que sobra é só ar.
Todos já pensaram em uma coisa que é realmente assustadora?
Com as câmeras, aspiradores de pó e até mesmo futuros robôs de companhia em casa se tornando cada vez mais inteligentes, seus dados de vida estão, na verdade, 'desnudados'. Atualmente, com a arquitetura centralizada, o 'cérebro' desses robôs está em servidores na nuvem. Você acha que eles estão trabalhando para você, mas na verdade podem estar vendendo informações sobre a hora que você acorda, quantos metros quadrados sua casa tem e até o que você costuma dizer para anunciantes. Essa chamada 'inteligência' é, em essência, trocar privacidade por conveniência.
Essa também é a razão pela qual eu tenho observado o ROBO por várias noites recentemente. O que mais me impressiona no ROBO não é o quanto ele pode valorizar, mas sim a tentativa de inserir uma 'camada de soberania' entre os grandes modelos e o hardware físico.
Muitas pessoas ainda não conseguiram entender, achando que o Web3 envolvendo hardware é um desperdício. Mas se você pensar bem, se os robôs do futuro não tiverem uma identidade descentralizada (DID), eles sempre serão apenas extensões das grandes empresas. O que o protocolo Fabric está fazendo é fornecer a cada máquina um 'documento de identidade' e um 'cartão bancário'. Os dados gerados pela máquina existem na blockchain de forma criptografada, e somente você, como proprietário, tem a chave; isso é a verdadeira soberania da IA, e não aquele 'animal de estimação eletrônico' que pode ser desligado remotamente pela fabricante a qualquer momento.
Dizendo a verdade, estou bem incomodado com aqueles que só falam sobre blockchains TPS o dia todo; não adianta ter uma estrada larga se não há carros para andar nela. A inteligência do ROBO está em tentar resolver a questão de como as máquinas podem confiar umas nas outras. Imagine, no futuro, um carro de entrega autônomo entrando em uma comunidade; ele precisa pagar uma 'taxa de passagem' para o sistema de controle de acesso e 'tarifa de energia' para a estação de carregamento, sem a necessidade de um contrato assinado por humanos. Essa liquidação automática baseada no protocolo Fabric é a verdadeira lógica física que pode funcionar.
Claro, esse tipo de projeto não é aquele que você entra e consegue dobrar o investimento rapidamente. O ciclo de integração de hardware é muito longo, o suficiente para desgastar a maioria dos especuladores que querem ganhar dinheiro rapidamente. Muitos desenvolvedores ainda acham que aderir a esse protocolo é muito complicado, afinal, o custo de 'fazer o mal' e 'monopolizar dados' parece ser mais baixo no momento.
Mas, por outro lado, neste tempo em que até o ar pode emitir moeda, ver alguém tentando enfrentar esses desafios é, em si, uma raridade.
A nossa geração está realmente em uma encruzilhada bastante estranha: de um lado, a explosão da produtividade da IA, e do outro, a extrema redução dos direitos individuais. Coisas como o ROBO são como uma firewall que deixamos para nós mesmos no deserto digital. Não necessariamente fará você trocar de casa amanhã, mas representa uma possibilidade – ou seja, na era das máquinas do futuro, ainda poderemos ter aquele interruptor de maior autoridade, e não nos tornarmos combustível digital na floresta algorítmica.
Uma vez que essa batalha vai acontecer mais cedo ou mais tarde, eu prefiro estar do lado daqueles que tentam colocar correntes nas máquinas e deixar a chave para os usuários. Afinal, ninguém quer ser 'ensinado a trabalhar' pelo seu próprio robô, certo?