Hong Kong está prestes a emitir seu primeiro lote de licenças de cripto em março de 2026 — uma medida que pode remodelar o papel do território nas finanças digitais globais, mesmo enquanto a China continental mantém sua rigorosa proibição de criptomoedas. Por que isso importa A Autoridade Monetária de Hong Kong (HKMA) acelerou as avaliações de 36 pedidos de licença de stablecoin, posicionando a cidade como um gateway controlado para ativos digitais regulamentados. Esse impulso veio após a aprovação da Ordem de Stablecoins do território em maio e a entrada em vigor do quadro regulatório em agosto, criando um caminho legal para os emissores, ao mesmo tempo em que ressalta a prudência e a estabilidade financeira. O que os oficiais estão dizendo O CEO da HKMA, Eddie Yue, confirmou o cronograma em uma reunião do Conselho Legislativo em 2 de fevereiro, enfatizando um lançamento cauteloso: “Apenas um número muito pequeno de licenças será concedido na rodada inicial, ressaltando a prudência e a estabilidade financeira.” O Secretário de Finanças, Paul Chan, descreveu a abordagem mais ampla como “responsável e sustentável.” Os reguladores priorizarão candidatos que demonstrem fortes controles de combate à lavagem de dinheiro e mecanismos robustos de lastro, apresentando as regras de stablecoin como desenvolvimento de infraestrutura, em vez de uma liberdade total. Quem está se inscrevendo Instituições de alto perfil sinalizaram interesse. A HKMA recebeu pedidos de grandes nomes da indústria, incluindo Standard Chartered, Animoca Brands e a unidade de tecnologia digital do Ant Group, entre outros — refletindo o apetite intersetorial por um mercado de stablecoin regulamentado. O contexto geopolítico O movimento de Hong Kong contrasta fortemente com a proibição contínua de criptomoedas da China continental em 2021, que oito órgãos reguladores chineses reiteraram recentemente. Acadêmicos e formuladores de políticas apontam para tensões mais profundas: Monique Taylor, da Universidade de Helsinque, afirma que as stablecoins “desafiam o controle estatal de [Pequim] sobre dinheiro, pagamentos e fluxos de capital”, tornando-as politicamente sensíveis em um modelo monetário centrado no estado. Ao mesmo tempo, mudanças globais em torno do dólar americano estão adicionando pressão. A desdolarização do BRICS acelerou em 2026, com estados membros supostamente liquidando mais de 85% do comércio mútuo em moedas locais. O presidente russo Vladimir Putin também sinalizou a busca por alternativas a sistemas centrados no dólar: “Não estamos recusando, nem lutando contra o dólar, mas se não nos deixarem trabalhar com ele, o que podemos fazer? Então temos que procurar outras alternativas, o que está acontecendo.” O que observar em março As aprovações iniciais serão rigorosamente definidas e observadas de perto por reguladores em todo o mundo. Hong Kong visa encontrar um equilíbrio — oferecendo um ambiente regulamentado que poderia atrair players institucionais, enquanto protege contra riscos de estabilidade financeira e fluxo de capital. Como Hong Kong gerencia esse equilíbrio pode estabelecer um precedente para outras jurisdições que tentam unir finanças tradicionais e cripto em meio a mudanças geopolíticas mais amplas em torno do dólar. Leia mais notícias geradas por IA em: undefined/news