
O Arthur Hayes, que é um dos fundadores da BitMEX, disse que se a treta entre os Estados Unidos e o Irã enrolar por mais tempo, isso pode acabar empurrando o preço do Bitcoin pra cima. Mas não é direto não, é por causa da política de dinheiro lá dos americanos.
No artigo que soltou domingo, ele lembrou que guerra no Oriente Médio sempre fez os EUA gastar mais. Aí a economia sente o baque e o Fed, que é o banco central deles, costuma reagir: ou corta os juros ou põe mais dinheiro pra rodar.
“Quanto mais tempo os EUA ficarem metidos em operação militar contra o Irã, maior vai ser a conta”, escreveu. “E isso aumenta a chance do Fed dar uma afrouxada nos juros ou soltar mais grana — o que ajuda a segurar o preço do Bitcoin e de outros investimentos mais arriscados.”
Bitcoin surfando na onda
Hayes fala que já viu esse filme antes. Na Guerra do Golfo, em 1990, o Fed baixou os juros por causa da incerteza. Depois dos ataques de 11 de setembro de 2001, o governo Bush também cortou taxa rapidinho pra animar a economia. E na crise de 2008, com Obama, os juros ficaram quase zerados e teve programa de estímulo pra todo lado.
Pra ele, se o Trump voltar e tiver confusão com o Irã, vai seguir a mesma lógica: manter o mercado calmo é interesse político, então o Fed deve abrir a torneira.
No fim das contas, Hayes resume a jogada dele: esperar sinais claros de que o Fed tá afrouxando antes de colocar mais ficha no Bitcoin. Porque, historicamente, gasto de guerra vira corte de juros ou expansão monetária — e isso costuma dar uma força no preço do Bitcoin e de outros ativos de risco.