Após o Supremo Tribunal rejeitar a ampla medida tarifária de Trump na semana passada, o presidente da Câmara, Mike Johnson, sinalizou que, no nível do Congresso, a possibilidade de reestabelecer tarifas por meio de legislação é quase inexistente. Na verdade, há divergências internas no Partido Republicano, com alguns membros expressando preocupações de que o tema das tarifas possa se tornar um fardo para o partido nas eleições de meio de mandato.

Do meu ponto de vista, a via legislativa foi basicamente declarada ineficaz, o que confirma que mesmo dentro do Partido Republicano é difícil encontrar uma linha unificada sobre a política tarifária. Embora Trump tenha proposto uma tarifa global temporária de 15% após a decisão do Supremo Tribunal, sua validade é de apenas 150 dias, e após esse período, precisa da aprovação do Congresso para ser estendida. No entanto, o Senado enfrenta um obstáculo rígido de 60 votos para aprovar um projeto de prorrogação, e o Partido Democrata já deixou claro que tentará bloqueá-lo, tornando a aprovação extremamente difícil. Essa situação é, sem dúvida, uma boa notícia para o mercado de ações dos EUA, pois significa que Trump terá dificuldade em agitar as águas em relação às tarifas, reduzindo assim uma importante fonte de risco macroeconômico e incerteza no mercado.