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Inflação e #bitcoin : por que a ideia de uma subida automática é uma utopia

No debate macro-financeiro continua a circular uma narrativa quase dogmática: se a inflação recomeçar, o Bitcoin subirá como um “hedge inflacionário”.

Uma análise empírica e de regime mostra, no entanto, que essa relação é mais ideológica do que real.

Evidência histórica

Nos principais episódios inflacionários recentes (2021–2023), o Bitcoin não protegeu o poder de compra, mas, em vez disso:

registrou quedas profundas

mostrou uma correlação positiva com ativos de risco

subliderou commodities e instrumentos reais

O Bitcoin se comportou como um ativo de risco de alta beta, não como uma reserva de valor.

O verdadeiro motor: liquidez, não inflação

O Bitcoin reage principalmente a:

liquidez global

condições financeiras

política monetária esperada, não à inflação em si

Foto de Markus Winkler em Unsplash