O grande conflito entre a França e X, a rede social de Elon Musk, culminou esta semana com uma busca policial nos escritórios parisienses de X em 3 de fevereiro de 2026, e a convocação do homem mais rico do mundo a comparecer perante a justiça francesa em 20 de abril de 2026.
📌 O que a França reprova a X

A justiça francesa e alguns políticos acumularam uma lista de queixas contra X, indo muito além de críticas simples de moderação:
1. Manipulação de algoritmo e interferência estrangeira.
A justiça francesa abriu uma investigação em julho de 2025 para saber se o algoritmo de recomendação de X foi tendencioso de forma a permitir interferência estrangeira e manipular a opinião pública.
De acordo com as autoridades, algumas mudanças realizadas após a aquisição por Elon Musk teriam reduzido a diversidade de vozes visíveis na plataforma.
X se recusou a fornecer seu algoritmo e seus dados, denunciando um procedimento que considera “motivação política” e contrário à liberdade de expressão.
2. Conteúdos tóxicos, deepfakes.
As autoridades ampliaram sua investigação após denúncias relacionadas à disseminação de conteúdos ilegais — deepfakes, imagens chocantes, etc.
Essas críticas visaram especialmente Grok, a inteligência artificial de X:
Grok foi acusado de reposts negacionistas ou antissemitas, um elemento levado muito a sério pela Lei francesa que criminaliza a negação de crimes contra a humanidade.
A justiça suspeita que X facilitou a disseminação de material explicitamente ilegal, o que levou a uma busca e à ampliação da investigação para crimes graves que vão de cibercrime ao papel suposto na circulação ou cumplicidade de conteúdos proibidos.
🇫🇷 O que o Estado francês realmente quer — ou diz querer.
De Paris a Bruxelas, a linha oficial é esta:
- Fazer cumprir as leis francesas e europeias sobre a regulação das plataformas
- Controlar a circulação de conteúdos perigosos ou ilegais
- Garantir uma moderação conforme ao Direito nacional
Mas criticar publicamente X tornou-se, em certos círculos, quase um esporte nacional para a classe política francesa.
O debate tornou-se ideológico: a França afirma proteger seus cidadãos, mas os críticos dizem que isso é apenas uma desculpa para restringir a liberdade de expressão e impor sua visão do que é “aceitável”.
👉 Por outro lado, a França já adotou posturas rígidas em outras plataformas anteriormente, incluindo Telegram.
O exemplo do Telegram é revelador:
Em agosto de 2024, as autoridades francesas prenderam e acusaram o fundador do Telegram, Pavel Durov, ao chegar a Paris. Ele foi acusado de permitir que a plataforma de mensagens servisse a atividades criminosas — incluindo distribuição de material de exploração infantil, tráfico de drogas e recusa de cooperação com investigações judiciais.
O grande confronto entre a França e X, a rede social de Elon Musk, culminou esta semana com uma busca policial nos escritórios parisienses de X em 3 de fevereiro de 2026, e a convocação do homem mais rico do mundo a comparecer perante a justiça francesa em 20 de abril de 2026.
Tensões diplomáticas seguiram entre Paris e Moscovo, e críticos denunciaram este caso como um precedente perigoso para a liberdade de expressão online.
📌 O que a França reprova a X
A política francesa sobre redes sociais está se tornando cada vez mais restritiva a cada ano
O que se destaca nesses casos

A França quer reforçar o controle do que é dito online, e não apenas para conteúdos extremistas ou cenas de ódio.
As autoridades tornaram a moderação e a conformidade com as leis nacionais uma obrigação sistemática, e se armam de procedimentos penais se necessário.
A justiça não hesita em convocar ou realizar buscas, mesmo para plataformas estrangeiras.
Em outros países europeus, vemos tendências semelhantes: restrições de idade, novas estruturas legais, obrigações de remoção rápida de conteúdos problemáticos… mas a França é uma das mais agressivas juridicamente na Europa nesse campo.
A justiça francesa e alguns políticos acumularam uma lista de queixas contra X, indo muito além de simples críticas à moderação:

Elon Musk e X são convocados a comparecer perante a justiça francesa em abril de 2026 para responder ao que o Ministério Público considera como violações muito graves.
X já qualificou a investigação de politicamente motivada — o que muitos defensores da liberdade de expressão interpretam como uma tentativa da França de impor uma ortodoxia digital internacionalmente.
👉 Se a justiça francesa conseguir condenar X (ou mesmo apenas obter concessões significativas), isso pode abrir uma porta perigosa para a regulação estrita, ou até mesmo a censura aumentada, do discurso online para qualquer plataforma ativa na França.
Em conclusão, o que acontece na França não é mais simplesmente uma investigação jurídica: é um sinal político forte: as plataformas globais devem se adequar às regras francesas — ou então enfrentar sanções judiciais radicais.
Para muitos, isso não é mais uma questão de moderação ou segurança pública. É uma forma de batalha política, travada às custas da liberdade de expressão e da inovação tecnológica.
E a França não para em X: se pode atacar um gigante americano, então quem será o próximo??


