O mercado de ouro recentemente apresentou uma cena de tirar o fôlego. De 29 a 30 de janeiro, o preço do ouro à vista internacional experimentou uma 'queda livre', caindo mais de 12% desde o pico, marcando a maior queda percentual em um único dia em quase 40 anos. Este choque repentino fez com que o mercado passasse instantaneamente de uma alta frenética para uma venda em pânico.

O gatilho direto para esta queda acentuada foi a nomeação do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, de Kevin Walsh como o próximo presidente do Federal Reserve. O mercado inicialmente interpretou que sua posição poderia inclinar-se para uma política monetária mais restritiva, resultando na valorização do dólar e na pressão sobre o ouro. A razão mais profunda é que o preço do ouro havia subido excessivamente anteriormente, acumulando uma enorme quantidade de lucros especulativos, e a demanda por ajustes técnicos foi acionada sob a influência de mensagens específicas, possivelmente desencadeando uma cascata de vendas programáticas.

Para o mercado, o desempenho de 2 de fevereiro será repleto de jogos e testes. Por um lado, a lógica de longo prazo que apoia o ouro — como a compra de ouro pelos bancos centrais globais, riscos geopolíticos, etc. — não mudou, e a queda acentuada é vista por muitos analistas como uma "limpeza de riscos" em um mercado em alta. Por outro lado, o sentimento do mercado foi severamente impactado, e o desempenho de curto prazo passará de uma alta unilateral para uma fase de "volatilidade alta e flutuações". A análise do Deutsche Bank aponta que, após um aumento tão dramático nas últimas duas semanas, a probabilidade de que o ouro continue a subir nos próximos seis meses diminuiu significativamente.

Diante de um mercado de alta volatilidade, investidores comuns devem abandonar completamente o pensamento de "comprar na baixa". A experiência histórica mostra que tentar pegar uma "faca caindo" é extremamente arriscado. Para investidores que têm uma visão de longo prazo sobre o ouro, a estratégia correta é adotar um investimento sistemático disciplinado de "comprar na baixa, em parcelas, e a longo prazo" para suavizar custos e riscos. Enquanto a tendência não estiver clara, observar mais e agir menos, mantendo a paciência, pode ser a escolha mais sábia no momento.