Desde que surgiu em 2025, o Plasma ($XPL) construiu silenciosamente um dos principais stablecoins Layer 1. Com mais de $3B em valor total bloqueado, está claro que a rede funciona. Mas 2026 promete ser uma história diferente. O verdadeiro teste não é mais apenas o crescimento—é navegar pelos maiores eventos de liquidez que a rede já viu, ocorrendo em julho e setembro. O quão bem a rede enfrenta este período pode depender de novas funcionalidades, como a Ponte Bitcoin e opções de staking, que realmente atraem demanda suficiente para absorver toda essa oferta.
O primeiro grande momento chega em 28 de julho de 2026—o chamado Cliff dos EUA. Cerca de um bilhão de XPL, ou aproximadamente 10% do suprimento total, se torna líquido quando o bloqueio de 12 meses para os participantes da venda pública dos EUA termina. Não muito depois, em setembro, a equipe e os investidores veem suas alocações (25% cada) começarem a ser liberadas. O cliff inicial libera cerca de 1,66 bilhão de XPL, seguido por um gotejamento linear mais lento de 24 meses. Além disso, cerca de 88,89M de XPL continuarão sendo desbloqueados a cada mês ao longo do ano. São muitas peças em movimento, mas espalhadas, é um pouco mais fácil de digerir.
A Plasma não está parada enquanto todo esse suprimento chega ao mercado. A rede está lançando algumas iniciativas-chave para lidar com isso. A Delegação em Staking, esperada para o Q2 de 2026, abre a participação de validadores para a comunidade mais ampla. Os usuários podem travar XPL e ganhar recompensas passivas, o que naturalmente retira algumas moedas do mercado circulante. Em seguida, há a Ponte Bitcoin pBTC, que deve chegar na metade do ano, trazendo liquidez substancial de BTC na cadeia. Isso pode atrair demanda por XPL, uma vez que é o token que garante a ponte e alimenta transações. Além disso, 4 bilhões de XPL—ou 40% do suprimento total—estão reservados para liquidez DeFi e adoção por comerciantes, mantendo o dinheiro em movimento dentro do ecossistema em vez de vazar.
Claro, desbloqueios grandes como estes podem agitar as coisas. Os traders muitas vezes se retraem antes de eventos importantes, e a volatilidade de preços não é uma surpresa. Mas a Plasma tem algo que a maioria dos concorrentes não tem: transferências de USDT sem taxas que lidam com mais de um milhão de transações por dia. Isso não é apenas uma estatística—é uma utilidade real da qual as pessoas dependem. Adicione o suporte institucional de empresas como Tether e Bitfinex, e a rede tem um colchão que pode ajudar a estabilizar o sentimento, mesmo quando as pressões de suprimento aumentam.
No total, 2026 pode ser um ponto de virada. A Plasma está se movendo de um projeto apoiado por venture capital para algo totalmente público, totalmente circulante. Fique de olho no nível de suporte de $0,14, e observe o TVL da ponte à medida que julho se aproxima. Se a participação aumentar e a Ponte Bitcoin ganhar tração, este pode ser o ano em que a Plasma prova que não é apenas mais uma Camada 1—mas uma rede de stablecoin da qual as pessoas realmente dependem.
