A história da dívida dos EUA é frequentemente contada como um problema interno. Trilhões gastos, déficits aumentando, custos de juros subindo. Mas essa abordagem perde a verdadeira imagem.

A dívida da América não é apenas um problema da América — é um sistema global.

A partir de 2026, a dívida total dos EUA ultrapassou $38 trilhões, aumentando a um ritmo de aproximadamente $93.000 a cada segundo. Não é uma queima lenta. É uma pressão constante e crescente sobre a estrutura financeira global.

E aqui está a parte que a maioria das pessoas subestima…

Quase 24% da dívida dos EUA — mais de $9,1 trilhões — é mantida por países estrangeiros.

Isso significa que governos, bancos centrais e fundos soberanos ao redor do mundo estão diretamente ligados à estabilidade dos mercados do Tesouro dos EUA. Isso não é propriedade simbólica. Isso é dependência sistêmica.

Quem detém o papel que mantém o sistema unido?

Entre os detentores estrangeiros, alguns nomes dominam a lista:

Japão — aproximadamente $1,13 trilhões

Reino Unido — cerca de $779 bilhões

China — aproximadamente $765 bilhões

Canadá — cerca de $426 bilhões

Estas não são posições passivas. Essas participações são o resultado de décadas de superávits comerciais, acumulação de reservas e confiança na liquidez do dólar dos EUA.

Para muitos países, comprar títulos do Tesouro dos EUA não é opcional — é estrutural. Economias impulsionadas por exportações reciclam dólares excedentes de volta para a dívida dos EUA para estabilizar suas moedas, gerenciar reservas e manter o comércio fluindo.

É assim que o sistema do dólar realmente funciona

O sistema financeiro global funciona com a reciclagem de USD.

Os países vendem bens para os EUA.

Eles recebem dólares.

Esses dólares devem ir a algum lugar.

Eles retornam — como compras do Tesouro dos EUA.

Esse ciclo mantém o dólar forte, o empréstimo dos EUA barato e a liquidez global profunda. É uma máquina finamente equilibrada construída ao longo de décadas.

Mas sistemas como esse não quebram por barulho.

Eles quebram quando a confiança muda.

Por que isso não é apenas sobre números

Quando a propriedade estrangeira da dívida dos EUA cresce, o sistema se torna mais interconectado — e mais frágil.

Se a confiança na disciplina fiscal dos EUA enfraquecer…

Se as tensões geopolíticas aumentarem…

Se a diversificação de reservas acelerar…

Mesmo pequenas realocações podem criar grandes choques no mercado.

Os rendimentos dos títulos disparam.

As moedas oscilam.

A liquidez seca mais rápido do que o esperado.

É por isso que a dívida dos EUA não é apenas uma métrica econômica — é um instrumento geopolítico.

A linha de fundo

Os EUA não se financiam isoladamente.

O mundo ajuda a financiar os Estados Unidos — porque o sistema exige isso.

Mas no momento em que esse ciclo de reciclagem desacelera, perguntas se transformam em pressão…

E a pressão se transforma em volatilidade.

Isso não é medo.

É estrutura.

E entender essa estrutura é o que separa narrativas superficiais de uma verdadeira consciência macro.