O dia em que as forças americanas invadiram Caracas, o Bitcoin não caiu, ao contrário, disparou para 92.000 dólares — o mercado colocou sua confiança em ação com dinheiro de verdade. Pare de ver o BTC como uma bolha especulativa; ele está se tornando o "escudo digital" dos países periféricos em sua luta contra o domínio financeiro global. O povo da Venezuela já não confia mais no bolívar, e até os mercados de verduras já usam o USDT como referência de preço; se o governo de Maduro realmente possui 600 mil bitcoins, isso não é um risco, mas sim uma retirada permanente da oferta circulante — equivalente a 3% do Bitcoin que pode nunca mais voltar ao mercado.
O mais importante é que esta ação dos EUA revela claramente sua ansiedade: quando um país consegue contornar o SWIFT e manter sua economia funcionando com ativos criptográficos, o domínio do dólar começa a rachar. E é exatamente nessas rachaduras que a luz entra.
O Bitcoin deixou de ser uma questão de "se acreditar" para se tornar uma escolha realista de "não ter como deixar de possuir". Quanto mais instável for a geopolítica e mais frágil for a soberania, mais o BTC se assemelha ao ouro na era digital — sem garantia de bancos centrais, apenas com matemática e consenso.
Portanto, não se assuste com as flutuações de curto prazo. Este golpe de estado não é uma crise, mas sim a maioridade do Bitcoin, passando da periferia para o centro. O verdadeiro mercado de alta nunca está nos gráficos, mas cresce silenciosamente nas fissuras da reestruturação de poder.


