O FMI Soa o Alarme à Medida que os Mercados Tokenizados Entram em uma Nova Fase
O FMI lançou um novo vídeo explicativo alertando que os mercados tokenizados—apesar de oferecerem liquidação mais rápida, custos mais baixos e infraestrutura automatizada—podem introduzir novas camadas de volatilidade e risco sistêmico. De acordo com o Fundo, a tokenização simplifica processos tradicionais ao remover intermediários como câmaras de compensação e registradores, permitindo que os ativos sejam liquidadas quase instantaneamente e melhorando a eficiência colateral. Pesquisas iniciais, diz, já mostram economias significativas de custos em mercados piloto.
Mas o FMI alerta que essas mesmas eficiências podem magnificar perigos familiares. A negociação automatizada em ambientes tokenizados pode acelerar dinâmicas de colapso repentino, enquanto cadeias complexas de contratos inteligentes poderiam interagir como “dominós caindo”, transformando questões isoladas em choques sistêmicos em grande escala. A fragmentação é outra preocupação, com o FMI alertando que a ascensão de múltiplas plataformas tokenizadas que “não se comunicam entre si” poderia minar a liquidez e as próprias eficiências que a tokenização promete.
O vídeo também observa que os governos não ficarão passivos. Como a história mostra—desde Bretton Woods em 1944 até a mudança para moedas fiduciárias na década de 1970—as grandes evoluções no dinheiro sempre envolveram intervenção estatal direta. O FMI sugere que o mesmo padrão é provável que se repita à medida que a tokenização se torne uma mudança definidora nas finanças globais.
Com os mercados tokenizados agora sendo uma indústria de bilhões de dólares liderada por produtos como o fundo BUIDL da BlackRock, a decisão do FMI de elevar sua pesquisa para comunicação pública sinaliza um momento crucial: a tokenização não é mais um experimento marginal, mas uma preocupação política mainstream que irá evoluir sob crescente escrutínio regulatório.