Depois de 11 dias, o Irã revelou suas verdadeiras cartas, não são mísseis, mas sim as contas.
O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã, em 10 de março, divulgou os resultados: derrubou cerca de 10 radares "THAAD" das forças armadas dos EUA, eliminou várias aeronaves MQ-9 "Reaper" e drones "Hermes" de Israel.
Mas o que mais preocupa os militares dos EUA não são esses, mas aquela coisinha chamada "Shahed-136".
Minha opinião pessoal:
1. Esta é uma guerra de custo.
Um drone "Shahed-136" custa entre 20 mil a 50 mil dólares, usando um motor de motocicleta civil.
Para os EUA interceptarem, um míssil "Patriot" custa de 3 a 4 milhões de dólares, e o "THAAD" custa 12 milhões de dólares.
A diferença de custo de 1:150, para dar um exemplo: você usa uma barra de ouro para matar uma mosca, a mosca sai ilesa, e você faliu.
2. A capacidade de produção não é comparável.
O Irã produz de 3.000 a 5.000 drones por mês, com um estoque de mais de 100.000 unidades. Os EUA só produzem 620 mísseis "Patriot" por ano.
Após 6 dias de guerra, os militares dos EUA queimaram 5,7 bilhões de dólares apenas em interceptações. O estoque de "Patriot" do Catar só consegue durar 4 dias, e o Kuwait teve que recorrer a mísseis antigos de 1982 em uma emergência.
3. O mito tecnológico foi quebrado.
O "Shahed" voa a 30 a 60 metros, a uma velocidade de 185 km/h, e os radares não são sensíveis a ele. Centenas de drones atacam de uma vez, sobrecarregando os sistemas de defesa aérea.
Os militares dos EUA dizem que "o poder de destruição superou as expectativas", o que já é uma forma sutil de dizer.
4. O Irã ainda está intensificando suas ações.
Bloqueou o Estreito de Ormuz, e o preço do petróleo subiu 35% em uma semana. 27 bases militares dos EUA foram atacadas simultaneamente, e até o comando da Quinta Frota foi afetado.
A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos começaram a buscar sistemas de defesa aérea a laser da China, e os aliados dos EUA no Oriente Médio começaram a ficar preocupados.
Para concluir:
Acredito que nesta guerra, o que está em jogo não é quem tem mísseis mais precisos, mas sim quem ficará sem dinheiro primeiro.
O Irã, com drones de 50 mil dólares, abalou a linha de defesa dos EUA que custa centenas de bilhões.
As regras da guerra realmente mudaram.
