Os mísseis do Irã estão quase esgotados.

Não é que não haja estoque, mas que não há plataformas de lançamento.

Após quatro dias de bombardeios dos EUA e de Israel, a quantidade de mísseis lançados pelo Irã caiu de 350 para 50. Isso não é um ajuste tático, é uma capacidade destruída.

Primeiro, o estoque está no fundo.

Antes da guerra, o estoque de mísseis balísticos do Irã era de cerca de 1700 a 2100 mísseis. Aqueles que podem atingir Israel e bases dos EUA somam cerca de 1000 a 1200 mísseis.

Em quatro dias, foram lançados 695 mísseis balísticos. Com essa taxa, o estoque só aguenta no máximo uma semana.

Segundo, metade dos veículos de lançamento foi destruída.

As forças armadas de Israel afirmam que já destruíram cerca de 300 lançadores de mísseis do Irã. O Irã tem apenas de 400 a 600 plataformas de lançamento móveis. Metade foi perdida.

Ter mísseis, mas não ter veículos para lançá-los, é equivalente a zero.

Terceiro, as linhas de produção também foram bombardeadas.

As fábricas de mísseis do Irã têm uma capacidade de produção mensal normal de 150 a 200 mísseis, podendo se expandir para 450 mísseis durante a guerra.

Mas os bombardeiros B-2 dos EUA e de Israel estão focados em destruir as fábricas de mísseis subterrâneas. Fotos de satélite mostram que várias instalações de mísseis foram destruídas.

Os mísseis produzidos não conseguem ser transportados. Os EUA e Israel controlam o espaço aéreo, e as linhas de transporte são alvos fáceis.

Quarto, a ajuda externa é uma ilusão.

Alguns dizem que a Rússia ofereceu ajuda. Verifiquei, e foi um contrato de 500 milhões de euros assinado em dezembro de 2025 para comprar 500 sistemas de mísseis portáteis de defesa aérea “Willow”. A entrega está prevista entre 2027 e 2029.

Água distante não apaga fogo próximo. Isso não são mísseis balísticos, são mísseis de defesa aérea. Não ajudam a recuperar a capacidade de ataque.

A conclusão é simples:

A resposta de mísseis do Irã já chegou ao seu limite. O estoque está no fundo, as plataformas de lançamento foram destruídas, a produção não consegue acompanhar, e a ajuda externa não aparece.

Nos próximos dias, se os EUA e Israel continuarem a bombardear os veículos de lançamento e fábricas restantes, a ameaça de mísseis do Irã estará basicamente neutralizada.

Esta guerra é uma batalha entre capacidade industrial e sistemas. A base do Irã não suporta esse tipo de desgaste intenso.

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