Há uma versão do argumento de Dalio que é difícil de ignorar e uma versão que o mercado de terça-feira fez parecer mal cronometrada — e ambas são verdadeiras simultaneamente.

Sobre o conteúdo: suas três críticas a $BTC são sérias. A questão da transparência do livro razão público é real — cada transação é rastreável, e seu ponto de que os bancos centrais não adotarão um ativo que não podem manter em segredo é estruturalmente sólido. O ouro já é o segundo maior ativo de reserva mantido por bancos centrais globalmente. O Bitcoin não está nem perto dessa gravidade institucional. A preocupação com a computação quântica está mais distante, mas Michael Saylor chamá-la de FUD não a faz desaparecer — Kevin O'Leary a sinalizou na mesma semana.

Sobre o timing: Dalio fez esses comentários no quinto dia do conflito EUA-Irã. Naquele mesmo dia, o ouro caiu $168 — uma queda de 3% — enquanto o Bitcoin caiu apenas 0,7%. O ativo em torno do qual ele construiu sua tese sofreu um dano maior no exato tipo de crise para o qual supostamente foi projetado.

O que continuo pensando é sobre o ponto da correlação. Dalio observou que o Bitcoin tende a se mover com ações de tecnologia durante liquidações forçadas — e isso foi verdade em outubro, quando aconteceu a desvalorização de $20 bilhões do cripto. Mas não foi verdade na terça-feira. Essa inconsistência não invalida seu argumento. Apenas torna mais difícil de afirmar de forma clara.

Ele ainda mantém 1% de seu portfólio em Bitcoin. Isso não é insignificante para um homem que chama o ouro de único ativo histórico a longo prazo.

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