Os avanços da computação quântica são empolgantes, e a comunidade Bitcoin está mostrando sua lendária previsibilidade ao abordar considerações criptográficas de longo prazo desde cedo. Especialistas enfatizam que a ameaça não é iminente — é um desafio de engenharia que será resolvido, com máquinas tolerantes a falhas ainda a anos de distância.
Esquemas de assinatura pós-quânticos já existem. Os desenvolvedores estão explorando atualizações graduais e compatíveis retroativamente (novos formatos de endereço, forks suaves, migrações voluntárias) assim como os enormemente bem-sucedidos lançamentos do SegWit e Taproot. As equipes também estão trabalhando na agregação de assinaturas para manter os tamanhos das transações eficientes.
Apenas endereços que reutilizaram chaves públicas enfrentam potencial exposição futura, enquanto o SHA-256 Proof-of-Work do Bitcoin permanece altamente resistente. Líderes como Adam Back nos lembram que ainda há tempo suficiente para uma preparação deliberada e reflexiva.
Essa postura proativa prova mais uma vez por que o Bitcoin é antifrágil. Nossa coordenação descentralizada e cultura de inovação o mantêm como o ativo mais seguro do planeta — hoje e para as gerações futuras.
