O governo dos EUA está entrando em um enorme período de refinanciamento. Cerca de $9.6 trilhões em dívida negociável vencerão nos próximos 12 meses, a maior quantia já devida em um único ano. Isso não é apenas um número de manchete. É um número grande o suficiente para causar ondas em todo o sistema financeiro.
Quando a dívida do governo vence, ela não é paga como um saldo de cartão de crédito. Ela é renovada. Em termos simples, o Tesouro emite nova dívida para substituir a dívida antiga. A verdadeira questão não é se isso acontecerá, mas quando acontecerá. A verdadeira questão é: a que taxa de juros?
É aí que as coisas se tornam importantes.
As taxas hoje são muito mais altas do que eram há apenas alguns anos. Se essa dívida for refinanciada a rendimentos elevados, as despesas de juros do governo aumentam drasticamente. Custos de juros mais altos podem apertar as condições financeiras e reduzir a flexibilidade nos gastos. Mas se as taxas caírem durante este período, o refinanciamento se torna mais barato e a pressão diminui.
E esta não é apenas uma história do governo — é uma história de mercado.
Quando o Tesouro emite grandes quantidades de nova dívida, ele absorve liquidez do sistema. Isso pode aumentar os rendimentos dos títulos, fortalecer ou enfraquecer o dólar dependendo da demanda, e influenciar ações e até mesmo cripto. A liquidez é a força vital dos mercados. Quando trilhões estão em movimento, a liquidez muda.
O próximo ano não é apenas sobre inflação ou decisões do Fed. É sobre a demanda por dívida dos EUA e como essa onda de refinanciamento se desenrola suavemente.
Porque quando somas tão grandes se movem pelo sistema, os mercados não ignoram — eles reagem.
