O conselheiro de criptomoedas da Casa Branca, Patrick Witt, afirmou recentemente que os rendimentos das stablecoins não representam uma ameaça para os bancos tradicionais e que os dois setores podem operar de forma colaborativa em vez de competitiva. Essa é uma mudança significativa em relação à mensagem que ouvimos dos reguladores bancários nos últimos anos.

A preocupação do sistema financeiro tradicional sempre foi que, se os consumidores puderem ganhar rendimento em stablecoins atreladas ao dólar—às vezes significativamente superiores ao que as contas de poupança oferecem—, então os depósitos fugirão dos bancos, desestabilizando o sistema financeiro. A declaração de Witt refuta essa perspectiva.

O que é interessante é o momento. A legislação sobre stablecoins tem avançado no Congresso, e houve debates sobre se as stablecoins devem ser tratadas como produtos bancários, se os emissores precisam de cartas de banco e como devem funcionar os requisitos de reserva.

Os comentários de Witt sugerem que a visão da Casa Branca tende à integração em vez da proibição. A questão é se os bancos veem da mesma forma. Alguns já estão explorando a emissão de stablecoins ou parcerias com empresas de criptomoedas. Outros permanecem hostis, vendo isso como uma competição direta por depósitos.

A perspectiva de Witt implica que a coexistência não é apenas possível, mas desejável do ponto de vista político. Se isso se traduz em estruturas regulatórias reais que permitam a colaboração sem matar a inovação, é o que importa a seguir.

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