
Executivos de cripto e bancos dos EUA se reuniram na Casa Branca em 10 de fevereiro, mas não conseguiram chegar a um acordo sobre os rendimentos de stablecoins.
Os bancos circularam um documento de princípios pedindo uma proibição total sobre os rendimentos, excedendo o texto do rascunho do projeto de lei.
Representantes de cripto expressaram otimismo quanto ao progresso futuro, enquanto a questão pode retornar ao Comitê Bancário do Senado.
Uma reunião fechada na Casa Branca destinada a resolver um ponto crítico na legislação de cripto dos EUA terminou sem um avanço, enquanto os bancos pressionavam por restrições mais amplas sobre os rendimentos de stablecoins do que as atualmente delineadas no Ato de Clareza do Mercado de Ativos Digitais.
A sessão, a segunda de uma série realizada pela Casa Branca, envolveu representantes de grandes empresas de cripto, incluindo Coinbase, Ripple, Andreessen Horowitz, a Blockchain Association e o Crypto Council for Innovation. Do lado bancário, executivos da Goldman Sachs, Citi e JPMorgan Chase participaram juntamente com grupos comerciais como a American Bankers Association e o Bank Policy Institute. Patrick Witt, conselheiro de cripto do presidente Trump, liderou as discussões (CoinDesk).
Os bancos circularam um documento de ‘princípios’ exigindo uma proibição geral de qualquer forma de consideração financeira ou não financeira para detentores de stablecoins, incluindo medidas anti-evasão e um estudo sobre os potenciais impactos de depósitos. Essa posição vai além do último rascunho do projeto de lei, que proíbe rendimentos sobre holdings passivas, mas permite recompensas limitadas baseadas em atividade. Participantes do setor cripto chegaram prontos para compromissos, mas se opuseram fortemente, descrevendo as exigências dos bancos como excessivamente restritivas.
“Sessão produtiva na Casa Branca hoje — compromisso está no ar. Um claro impulso bipartidário permanece por trás de uma legislação sensata sobre a estrutura do mercado cripto,” disse o Diretor Jurídico da Ripple, Stuart Alderoty. O Diretor Jurídico da Coinbase, Paul Grewal, ecoou o sentimento, observando “ainda há mais trabalho a fazer”.
O impasse destaca tensões contínuas: os bancos argumentam que os rendimentos poderiam desencadear a fuga de depósitos, prejudicando o empréstimo tradicional, enquanto defensores do cripto alertam que uma proibição sufocaria a inovação em finanças descentralizadas. Stablecoins como USDC e USDT são centrais para esse debate, permitindo pagamentos transfronteiriços eficientes, mas levantando preocupações regulatórias (Reuters).
Sem resolução, o Clarity Act — que busca dividir a supervisão entre a SEC e a CFTC — permanece parado no Senado. Fontes indicam que a questão pode voltar ao Comitê Bancário do Senado, com novas reuniões incertas. Uma análise equilibrada dos interessados sugere riscos à estabilidade financeira se os rendimentos provocarem mudanças de capital incontroladas, mas também oportunidades para a liderança dos EUA em blockchain se a inovação for preservada (Yahoo Finance).
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