📅 9 de fevereiro - Estados Unidos | Em um movimento que surpreendeu o mercado durante o fim de semana, a Cango (NYSE: CANG) confirmou a venda de 4.451 BTC, uma transação liquidada em USDT por aproximadamente $305 milhões líquidos, destinada inteiramente a quitar um empréstimo garantido por seus próprios bitcoins.

📖 Durante 2025, a empresa consolidou uma posição relevante ao acumular reservas que excederam 7.500 BTC no final do ano, um número que a colocou entre os mineradores públicos com a maior exposição direta ao ativo digital.

No entanto, a economia da mineração tornou-se cada vez mais exigente: custos de energia, pressão competitiva e volatilidade constante de preços forçaram uma revisão da estrutura financeira.

Foi nesse contexto que o conselho aprovou a venda de 4.451 BTC, executada durante o fim de semana e liquidada em Tether (USDT), gerando cerca de $305 milhões líquidos.

De acordo com a própria declaração, todo esse dinheiro foi usado para pagar dívidas garantidas por bitcoin, reduzindo a alavancagem e melhorando a liquidez. Com base nas reservas relatadas no final de 2025, a empresa teria mantido aproximadamente 3.049 BTC após a transação, uma redução significativa que a Cango descreve como um "ajuste no balanço patrimonial" em vez de uma retirada do negócio de mineração.

Simultaneamente, a empresa revelou seu plano de implantar infraestrutura de IA em seus sites conectados à rede existentes: módulos containerizados com GPUs inicialmente voltados para serviços de inferência para pequenas e médias empresas, com uma segunda fase focada no desenvolvimento de software para orquestrar esses recursos distribuídos.

Para liderar esta nova divisão, a Cango nomeou Jack Jin como CTO, que tem experiência anterior com sistemas de orquestração de GPU em grande escala na Zoom Communications.

A mudança alinha-se com uma tendência visível entre empresas de mineração pública como IREN, Riot Platforms, CleanSpark, Core Scientific, TeraWulf, Bitfarms e HIVE, que estão buscando aproveitar seu acesso à energia e ao espaço industrial para oferecer serviços de computação de alto desempenho.

Os analistas da Bernstein e do JPMorgan notaram que essa "opcionalidade em IA" está mudando a forma como essas empresas são avaliadas, desviando o foco da pura sensibilidade ao preço do Bitcoin para a capacidade de gerar receita mais estável.

Tema Opinião:

Vender parte das reservas para quitar dívidas não é um sinal de fraqueza, mas de gestão responsável em um ambiente volátil. Ao mesmo tempo, o salto em direção à IA demonstra que a infraestrutura criada pelos mineradores pode ter uma segunda vida além da taxa de hash.

💬 Você acha que essa transição para IA será a nova tábua de salvação para os mineradores de Bitcoin?

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