Recentemente, vi um debate bastante interessante — e também um pouco “delicado” — entre Vitalik Buterin e o analista crypto c-node sobre a verdadeira natureza do DeFi.
Não é TVL
Não é APY
Mas é: DeFi nasceu để làm gì?
Ambos quase compartilham a mesma preocupação: DeFi está se desviando do caminho original.
1. DeFi atualmente: revolução financeira ou banco 2.0?
Se você olhar ao redor do mercado agora, a maior parte do que é chamado de “DeFi” na verdade gira em torno de uma coisa: otimizar o rendimento.
Enviar USDC → emprestar → receber alguns % APY → repetir
Soa familiar?
Honestamente, isso se parece mais com um banco tradicional vestido de blockchain do que uma revolução financeira.
c-node diz que isso é apenas 'repetir o mesmo ato'

E vejo esse comentário… bastante doloroso, mas verdadeiro.
Falamos sobre descentralização, mas os ativos ainda são stablecoins centralizadas.
Falando sobre liberdade financeira, mas ainda dependendo do emissor.
Falando sobre DeFi, mas o risco central ainda está em uma empresa.
Então, qual é a diferença para CeFi?
2. Ethereum é diferente por causa da 'confiança', não apenas por causa da tecnologia
Um ponto que concordo muito com c-node: DeFi floresceu no Ethereum não apenas por causa de contratos inteligentes melhores.
Isso vem da cultura. As pessoas que entraram no Ethereum desde o início realmente acreditam em:
- Auto-custódia
- Sem intermediários
- Não pedindo permissão a ninguém
Eles querem manter seu dinheiro, e não enviá-lo a um terceiro para 'guardar'.
Enquanto isso, muitos novos ecossistemas estão sendo construídos por fundos de investimento, VCs e serviços de custódia centralizados. Os usuários priorizam conveniência em vez de autonomia.
Portanto, embora a tecnologia possa ser copiada, é muito difícil copiar o 'espírito'.
DeFi sem esse espírito é apenas fintech 2.0.
3. A visão de Vitalik: DeFi 'real' deve reduzir o risco de contraparte
Em resposta, Vitalik não apenas refutou — ele também expandiu a definição de DeFi de uma maneira mais interessante.

Vitalik acredita que coisas como:
- Stablecoin algorítmica
- Colateral excedente
- Projetar para dispersar o risco de contraparte
Realmente tocando o núcleo de DeFi
Ou seja: reduzir a dependência de pessoas e organizações, aumentar a dependência de código e mecanismos
Parece 'hardcore', mas se pensar bem, faz sentido. Pois se você ainda tem que confiar em uma empresa que emite USDC… então você está usando cripto, mas não necessariamente DeFi.
4. Duas ideologias, dois caminhos
Pessoalmente, vejo a comunidade se dividindo em dois grupos muito distintos:
Grupo 1:
- DeFi = uma ferramenta mais eficiente para ganhar dinheiro
- Desde que haja rendimento, há liquidez, está bom
Grupo 2:
- DeFi = uma nova plataforma financeira que substitui o sistema antigo
- Deve ser descentralizado, auto manter ativos, minimizar o risco de contraparte
Um lado pragmático, um lado idealista. E o interessante é que… ambos têm razão
5. DeFi está crescendo – e precisa amadurecer
Quando DeFi se aproxima da segunda década, sinto que a história não gira mais em torno de 'quanto % posso farmar'. As pessoas estão começando a fazer perguntas mais profundas:
- Quem controla os meus ativos?
- Eu realmente sou livre?
- Se uma parte falhar, o sistema ainda sobreviverá?
Estas são as verdadeiras perguntas das finanças. Talvez DeFi esteja entrando em uma fase de maturidade — onde ideais e lucros precisam encontrar um equilíbrio
6. E a última pergunta que ainda me faço
Será que DeFi se tornará um sistema financeiro alternativo real? Ou no final será apenas um playground de rendimento para traders de cripto?
Honestamente, ainda não tenho uma resposta
Mas se DeFi quiser sobreviver a longo prazo, talvez precise voltar ao que o tornou especial desde o início:
Liberdade. Sem intermediários. Não precisamos confiar em ninguém além de nós mesmos
Caso contrário, tudo é apenas um banco… mas mais complicado
