De acordo com um relatório do New York Times, a divisão de criptomoedas da Christie's é liderada por Aaron Kirman, diretor de operações da Christie's no sul da Califórnia. Kirman já fechou várias transações imobiliárias com criptomoedas. Uma delas envolveu uma mansão de 65 milhões de dólares em Beverly Hills, vendida integralmente com criptomoedas. A nova divisão agora expandirá esse modelo para um portfólio de propriedades de alto valor.
As casas que estão sendo oferecidas para pagamentos com criptomoedas estão avaliadas em mais de mil milhões de dólares, de acordo com o relatório. Entre elas estão a propriedade La Fin, em Bel Air, avaliada em 118 milhões de dólares, e a propriedade Nightingale, de 63 milhões de dólares, em Beverly Hills. Outra propriedade, a Casa Invisível em Joshua Tree, está disponível por 18 milhões de dólares em criptomoedas.
Compradores e vendedores agora podem fechar negócios sem a intervenção de bancos. Todas as transações são processadas usando ativos baseados em blockchain. A Christie's criou uma equipe de conformidade legal e de criptomoedas para garantir cada transação. Os vendedores contam com proteção por meio de rigorosos controles legais sobre a origem dos fundos.
Kirman, da Christie's, declarou ao New York Times que o objetivo é atender os ricos detentores de criptomoedas que buscam ativos reais. Esses compradores valorizam a privacidade e muitas vezes preferem evitar os sistemas bancários tradicionais. As criptomoedas permitem que eles utilizem sociedades de responsabilidade limitada (LLC) totalmente respaldadas por ativos digitais.
O ambiente regulatório das criptomoedas também está mudando. O presidente Trump assinou recentemente a Lei Genius para regular as moedas estáveis. A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou a Lei Clarity para proteger as empresas de criptomoedas da excessiva regulamentação. Ambos os avanços indicam um apoio crescente generalizado.


