
A Kraken contou nesta quarta-feira (18) que comprou a Magna, uma plataforma que mexe com gestão de tokens. Num falaram quanto pagaram não, mas o negócio fechou mesmo foi na sexta-feira (13).
A Magna ajuda as empresas de cripto a organizar direitinho a distribuição dos tokens. É que startup de cripto, quando recebe investimento, costuma prometer uma parte desses tokens pros investidores, igual empresa tradicional faz com ações. Só que, quanto mais gente entra na jogada, mais complicado fica saber quem tem o quê, principalmente depois que os tokens começam a ser negociados no mercado. Pra resolver essa confusão, o povo procura a Magna, explicou Arjun Sethi, co-CEO da Kraken, numa prosa com a revista Fortune.
Segundo ele, isso aumenta a força da Kraken pra apoiar emissores de tokens logo no começo da caminhada, e não só mais tarde, quando já tão pensando em liquidez.
Essa já é a sexta compra da Kraken em um ano, viu? Em março, eles já tinham levado a NinjaTrader, uma plataforma americana de futuros, por 1,5 bilhão de dólares.
A corretora tá se ajeitando pra abrir capital na bolsa. Em novembro, pediu o IPO de forma confidencial e, em fevereiro, soltou os resultados financeiros como se fosse empresa de capital aberto.
E num é que a Kraken tá valendo 20 bilhões de dólares? Ano passado, em novembro, recebeu um aporte de 800 milhões. O grosso veio de investidores grandes, tipo Jane Street, DRW Venture Capital, HSG, Oppenheimer e Tribe Capital, além do family office do próprio Sethi. Depois ainda teve mais 200 milhões da Citadel Securities, do Ken Griffin, que ajudou a inflar a avaliação da empresa.


