No dia 10 de fevereiro, os ETFs de Solana lá nos Estados Unidos deram uma guinada boa: foi o melhor resultado em quase um mês, segundo os dados da SoSoValue.

Depois de dois dias seguidos de saída de dinheiro, eles receberam uma entrada de US$ 8,43 milhões — o maior volume desde 15 de janeiro, quando tinham puxado US$ 8,94 milhões. Isso aconteceu mesmo com a Solana levando uma queda de 4,6% em 24 horas, conforme o CoinGecko.

Quem puxou a fila foi o BSOL da Bitwise, que sozinho recebeu US$ 7,7 milhões. O FSOL da Fidelity veio logo atrás, com pouco mais de US$ 732 mil. Já os outros grandes nomes, tipo Grayscale, VanEck e 21Shares, ficaram praticamente parados.

Com essa nova entrada, os ETFs de Solana à vista somam agora US$ 700,21 milhões em ativos. Isso dá mais ou menos 1,49% do valor total da Solana, que está avaliada em US$ 46,3 bilhões.

Pra comparar: os ETFs de Bitcoin receberam US$ 166 milhões no mesmo dia, os de Ethereum US$ 13,82 milhões, e os de XRP só US$ 3,26 milhões. Ou seja, a Solana ficou no meio do caminho, mas ainda acima do XRP.

Mesmo com esse sinal de confiança dos investidores, o preço da Solana não segurou: está sendo negociada a US$ 80,56, acumulando queda de 13% na semana e 43% no mês. O banco Standard Chartered até reduziu a previsão pra 2026 de US$ 310 pra US$ 250, mas manteve o otimismo a longo prazo, projetando US$ 2.000 até 2030.

O clima no mercado anda pesado, muito pessimismo. Isso vem da queda forte do Bitcoin, que já causou liquidações acima de US$ 1 bilhão nas últimas semanas. Além disso, o cenário econômico e geopolítico não ajuda: bolsa americana pressionada e o ouro($PAXG ), que é porto seguro, segue estável depois da correção da semana passada.