O tal do ETF de ouro, o SPDR Gold Shares, teve uma saída de dinheiro danada na quarta-feira (4): foram mais de 2,9 bilhões de dólares que os investidores tiraram de lá. Esse trem foi o maior esvaziamento em dez anos, conforme os dados da plataforma Barchart.

O povo do mercado ficou de orelha em pé, porque fazia tempo que não via um movimento desse tamanho — desde novembro de 2016 não acontecia algo parecido. E não é qualquer fundo, não: o SPDR Gold Shares é um dos mais usados por quem quer investir em ouro sem precisar comprar ou guardar o metal de verdade.

Em resumo: o pessoal que gosta de ouro deu uma boa “desfeita” nesse fundo, e isso mexeu com o mercado.

ETF de ouro é tipo um fundo que a gente compra na bolsa e ele segue o preço do metal. Em vez de sair comprando barra ou moedinha, o caboclo pega umas cotas do fundo, que geralmente guarda ouro de verdade ou papel atrelado ao preço dele.

Quando entra ou sai dinheiro demais nesses fundos, o povo interpreta como sinal de mudança no gosto dos investidores pelo ouro. Como o metal é visto como proteção em tempos de aperto econômico, saída grande pode ser só realização de lucro ou o dinheiro indo pra outro canto.

Mas ó, a procura por ouro e metais preciosos continua firme. Na última sexta, as posições compradas em ETFs de ouro bateram o maior nível em três anos e meio, segundo a plataforma.

Agora, apesar disso, o ouro fechou em queda na quinta (5). Os contratos futuros lá na Comex, divisão de metais da Nymex, caíram 1,09%, ficando em US$ 5.078,70 por onça-troy, mesmo com o mundo cheio de medo por causa do conflito no Oriente Médio, conforme o Valor Econômico contou.

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