A Polícia Federal fez uma operação nesta terça-feira (3) contra um grupo que, segundo as investigações, teria dado um golpe pesado numa corretora de criptomoedas lá dos Estados Unidos. Diz que os cabras levaram coisa de 2,6 milhões de dólares, que dá mais ou menos uns 13,6 milhões de reais. A tal Operação Decrypted II mirou principalmente gente lá do Maranhão.

Esse trabalho foi feito junto com o pessoal da Homeland Security dos EUA, numa força-tarefa chamada El Dorado, que fica em Nova York. As apurações começaram depois que os americanos passaram informação pra cá e, durante um ano, a PF foi juntando as peças.

O grupo é suspeito de mexer com fraude em carteira de criptomoeda e também de lavar dinheiro atravessando fronteira. O nome da empresa lesada não foi divulgado. Mas já se sabe que tem brasileiro envolvido, principalmente no Maranhão, e que o dinheiro que eles movimentavam não batia com a renda declarada. Recebiam altas quantias de empresas de ativos virtuais sem justificativa comercial.

Nesta etapa, a PF cumpriu mandado de prisão preventiva, busca e apreensão e ainda sequestrou bens lá em Imperatriz (MA). Isso porque um dos investigados continuava fazendo transferência de valores grandes em criptomoedas, mesmo depois da primeira fase da operação.

Falando nisso, a primeira fase, chamada Operação Decrypted, rolou em agosto do ano passado. Na época, foram 11 mandados de busca e apreensão pra rastrear o dinheiro e descobrir quem mais tava metido na fraude. Também teve sequestro de bens em Imperatriz e João Lisboa (MA), Palmas (TO) e Goiânia (GO), tudo autorizado pela Justiça Federal.

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