O token $NEAR deu uma disparada de até 17% depois que lançaram o tal do “Confidential Intents”, uma camada de privacidade pra proteger as ordens de negociação de ficarem escancaradas na blockchain.

Mas ó, mesmo com essa arrancada, o bichinho perdeu um cadim de força e lá pelas 10h tava valendo uns US$ 1,34, ainda com alta de 10,5% nas últimas 24 horas. No balanço da semana, o NEAR já tá com ganho de 38,5%, passando na frente da turma dos tokens de privacidade.

Esse recurso novo foi mostrado semana passada na NEARCON, lá em San Francisco, e entrou em operação oficial na terça-feira (3). De acordo com os caboclos da equipe técnica, as transações agora passam por um “shard” privado ligado à rede principal, permitindo que o usuário use conta confidencial na hora de fazer operação.

A ideia principal desse trem é diminuir risco de umas armadinha que acontece em blockchain aberta, tipo front-running e ataque “sandwich”. Nessas rede pública, a transação aparece antes de ser confirmada, mostrando tamanho e direção da ordem. Aí os bot aproveita e passa na frente, tirando vantagem dos trader. Esse negócio é chamado de MEV (maximal extractable value), que o povo costuma dizer que é uma “taxa invisível” nas operação.

Só que, diferente de moeda como Monero($XMR ) e Zcash($ZEC ), que já nasce com privacidade como padrão, a NEAR resolveu fazer diferente: ela dá opção de deixar certas coisa mais escondida, mas só na hora do trade. A proposta é não mostrar tudo no mempool público, tipo transferência específica ou posição em várias cadeia, mas sem perder a possibilidade de auditoria quando precisar pra lei ou investigação.

O pessoal da NEAR fala que pensou esse sistema pra agradar instituição financeira, que geralmente não gosta de blockchain aberta porque não quer mostrar estratégia de negociação em tempo real. Então, oferecendo privacidade seletiva dentro de um esquema que respeita compliance, a rede tenta ser ponte entre mercado tradicional e liquidação on-chain.

Mesmo com preço do token reagindo forte, os dado da DeFiLlama mostra que a taxa gerada pela camada base da NEAR ainda é pequena perto da capitalização de mercado, que tá em torno de US$ 1,8 bilhão. Isso indica que o movimento é mais expectativa de atrair fluxo institucional no futuro do que aumento imediato de receita pro protocolo.